
«« O amor és tu ««
Data 16/10/2009 20:04:53 | Tópico: Poemas
| A aresta perfeita do ferro em brasa O bocado de barro na mão do oleiro A cinza que mantêm vivo o braseiro O pássaro ferido que avista a casa
É olhar e ver o inteiro Erros e virtudes na mesma balança O eixo do meio que equilibra a temperança Em pratos iguais pedaços de cheiro
Dançar ao luar uma só dança Horas sem dormir em noites a fio Desnudar o outro de fio a pavio Enlaçar a vida com fitas de esperança
Saltar sem medir a profundeza do rio Olhos nos olhos com emoção Sempre que cair encontrar uma mão Ao roçar de pele sentir o fascínio
O amor é e será um mistério É o entregar da nossa razão É dizer sim e dizer não É olhar-mos de frente sem nenhum desvio
É conseguir preencher o vazio Que o tempo abriu em socalcos negros É o sarar as feridas, apaziguar os choros O amor és tu, que me resguardas do frio.
Antónia Ruivo
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