
Na rota de sermos qualquer coisa
Data 14/10/2009 14:31:47 | Tópico: Poemas
| deita-te nu sobre a pedra tumular do meu peito empenha-te a agasalhar mais além dos seus limites, nos odores dos púcaros dispersos, bebendo os langores funéreos e roxos desejos que ainda respiram.
permite-te deixares cair as tuas vestes envolto nas minhas mortalhas (Este é o meu corpo…meu sangue…minha alma) toma-os e recebe a minha oferenda fria e crua. tem o véu de turvas memórias, o tacto do negrume em pura nudez que se entreabriu por entre escurecidas penas.
ultrapassa-te, não te apartes de tão beladona aparição percorre-a, fecunda-a mereces tudo, mereces avivar a parte de mim que em mim quase morreu, ao dar-se por inteira a um falso deus erecto de poder
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