
Simulacros
Data 10/10/2009 17:58:32 | Tópico: Poemas
| Teste I
talvez mais do que nunca das poucas coisas que faz sentido Seja esta luz tricotada a fios de sombra. agasalha o frio, dando-lhe forma, levando consigo, os detritos dados às minhas costas.
sim, talvez das poucas coisas que faz sentido sejam as sombras. depois, toco-me como as crianças desastradas E, inuméro fios de luz.
Teste II
por trás das máscaras por vezes recolhe-se um brilho mas, depressa esqueço seus nomes se gostavam de animais ou se preferem o branco e, dos rostos, esquecem-se facilmente, ao diluírem-se nas sucessivas exposições que o tempo se encarrega de apagar.
Teste III
em meu rosto dardejam casquilhos de escarros arrecadadas flores de alcatrão, capazes de me tornar cúmplices do acto.
E, juro em acto de contrição de metáfora em metáfora que estou arrependida construindo subterrâneos de vidro moído onde os oráculos escondem vaticínio.
fica-me a ilusão de nele ter vivido à espera que o vidro estilhace por um pérfilo impacto.
Teste IV
Excepto pela minha lápide Serei esquecida nos labirínticos arquivos de identificação.
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