SONETO DE ENTERRO

Data 09/10/2009 17:58:06 | Tópico: Sonetos

Sobre mim puseram flores amarelas,
Mais gotas tristes de adeus eterno
Que se escorreram em meu último terno,
Manchando aquelas flores tão belas.

Sobre minha pele flácida e fria,
Mãos quentes e também desconsoladas,
Traduzindo as emoções desencontradas,
Quando em desespero uma prece se erguia.

Os últimos adeuses foram cortantes,
Os últimos gritos, os últimos instantes,
Quando a terra me cobriu como irmã.

O meu melhor terno agora escondido,
Para sempre comigo adormecido,
Sem a companhia dessa vida tão vã.

(Luciene Lima Prado)


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