
De como se mata e como se morre
Data 26/09/2009 23:59:53 | Tópico: Poemas
| Um lago um mar um oceano A verdade Não sei Um céu talvez Uma fundura por explorar No mastro alto do dia Um corvo pousado Uma bandeira negra Que à noite se oculta Na casca de noz sem horizonte
Os meus olhos triunfam com a visão Das grandiosas cidades Mas a memória das florestas devastadas É a história de como matam os homens E como morrem E uma lição de como se mata Que não nos ensina a morrer
O nosso país tão grande Que não cabe em Portugal Os nossos automóveis As nossas casas e Os nossos computadores Todas as lojas com tudo E as músicas omnipresentes Não são suficientes Para nos salvar
O linguajar excelente Que sai dos abismos do coração É como aquela bandeira ao vento Plantada na areia Pelo porta estandarte Que tombou
Se a alma tem fome Nunca se sacia dos dias Que voltam sempre Sobre as carnificinas No seu altivo triunfo
Terra e mar são poderosos aliados Dos homens na escuridão Que escutam no vento Gemidos dos vingados
Se tropeçares n’alguma certeza Por andares perdido na cidade Pensa como é inquietante Ver um exército que dorme.
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