
enxertia ao cadavérico em semiótica descontaminante
Data 24/09/2009 06:20:55 | Tópico: Poemas -> Religião
| o norte é rarefeito ao desnorteio as halitoses desmumificam-se do prego são soníferos penhores à fragrância libertados da algema prometeica porque a flama é hipodérmica as narinas são prostradas ao depresso
o incensário do nilo sobeja a escassez mas adorno aos braços caudaloso sul ao texto das leituras geológicas piramidais floresce a pedra sinapses ao vale do regicídio enxerto ao cadavérico crucifixo do fontanário de cinzas decepadas à areia alva descontaminante de lanífero
mas a ferrugem da vinícola apostolada pulsa o magnetismo estúpido lógico os comboios pastam nas sepulturas feridas gastronómicas com oxidado mas nadar no deserto não afoga as areias são escorridas de trilhos grão a grão
dilatação na soma arcana como ampulheta do espaço das bacantes molduras timbrada embriaguez os tirsos descalços são risos satânicos cânticos negros ao palato as salivas espumam-se de maresia
se os vagidos se circunfundem no recto é elevado primado do secundário o cume da falésia já se afogou
com destino plumado fluorescente o dissonante é pendular cortado fio da navalha a furna platónica de lavoura vetusta descarrila ao emparedamento zaratustra é cume de pedreira tauxiada flama ao interstício do real vibra à laminação do messiânico porque se escorrem sanguíneos ao cálice graal menstruado ao nocturno se os filtros são metalúrgicos
os vindícias são paraíso nas carruagens de negrumes a viperina desliza para atropelamento
com ígnea papirização de turim o estanque implode nas areias a cruz cadavérica é cadáver crucificado à cinza sepultadas epístolas nos carris e repastam os comboios
© Bruno Miguel Resende
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