Quem é Eureka?
Quem é Eureka
Tem vezes que Eureka
não tem coragem para escrever,
não tem coragem para comentar,
não tem ânimo para ler os amigos.
E, tem vezes que Eureka
envia tudo para o alto e manda brasa,
num falatório, por vezes demasiado longo,
que vos torra a paciência e a sua boa sorte.
Que fazer com Eureka?
Ser-se seu amigo? Talvez
Fingir não se ter aborrecido? Decerto
Relevar sua insistência? Muitas vezes
Mas Eureka ama intensamente
Seu eterno namorado, ai pois que sim
Fazer leituras de vossas poesias, claro.
Imaginar-vos como serão, evidentemente.
Eureka vive sempre intensamente e no limite,
Não tem meio termo, por mais que tente
Não quer ser vulgar, nem se propõe a artista
Não é poeta, não é escritora, apenas partilha
E, se vocês a pudessem ver no seu recanto
Como tão diferente seria do que a imaginam
Pois Eureka é mulher/adolescente ainda
Se nega a crescer e a se tornar adulta para a vida
Pois foi na infãncia que descobriu toda a sua alegria.
Ai, ai... tem vezes que Eureka se mostra nuínha
E vocês nem se dão conta da sua transparência
E, envergonhada, tem vezes em que Eureka
Se mostra retemperada como uma senhora deve
Mas, tem vezes que vocês nunca poderiam imaginar
Até onde vai a dualidade brava desta Eureka/pessoa
Ora sanguinária e feroz, ora doce e enamorada
Eureka pode ser uma boa amiga para qualquer um
Ou
Eureka se torna inflexível, austera e implacável
Tudo isso faz de Eureka a Maria dos Reis Rodrigues
Esta aqui, que não tem pejo em vos dizer tudo o que for preciso
A bem ou a mal da verdade, pois é essa a sua perseguição.
A verdade, a beleza de tudo o que vive nas palavras e no Mundo
Eureka/Maria
... Verdades...?
... Verdade...?
Busco na poesia refrigério
Para atender o coração...
Seu devaneio e mistério
Do que surge da vocação!
Fico a sonhar saudade
Vivificando minh’ alma...
Contigo sou realidade
Nada a temer, tudo é calma!
O objetivo é alcançado,
O coração pulsa forte.
É tu meu norte adornado
De esplendor consorte!
Será loucura? Brame d’alma
Vive gritando dentro de mim...
É morte? É vida? Ou trauma?
Trazer a luz é sempre assim!
Filho da fantasia, alegria amor
Dor da solidão d’onde dá vida...
Desmedida no papel ou computador
Traço atemporal, tela vencida!
Desfolho o passado enamorado
Voo de um lado para o outro...
Tal qual um colibri noutro
Tempo esquecido e chorado!
Naquele luar fulgurante
Por teus olhos perdidos...
Na constante noite cintilante
Por meu amado querido!
Deu-me toda, toda a liberdade
Em minhas noites insones...
Vivo dupla dualidade codinome:
Poemas, utopia, ou verdade...?
Mary Jun
Jura-te
Não sei se ache verdadeiro
O que advém de "mal amado"
Amor, pensei, que fosse inteiro
Não parte ou meio, nem bocado
Também não creio ser mentira
Achar, porém, ter encontrado
Em cacos, laços que partira
O amor, meu bem, vandalizado
Mas como, como hei-de saber
Se amor, a mim, nunca se fez
Candura em una firma e forma?
Mas como hei-de eu não crer
Se a dor, que vinda em sua vez,
A jura, afirma e me conforma?
Reset
Reset
Há algum tempo atrás
fechei as persianas da minha vida
e passei a escolher a quem as
abriria em minha nova vida
Dei-me ao direito de escolher
amigos, companheiros, parceiros
e fiz as minhas escolhas criteriosamente
deixei o azedume de uns e outros para trás
Tudo começou, no dia em que compreendi
coisas que sem saber me estavam a fazer mal
identifiquei as criaturas com tranquilidade
repensei as suas actitudes para comigo
Foi uma jornada de descobertas dolorosas
mas foi também um momento de crescimento
e, sobretudo, foi a minha real emancipação
que devia a mim própria e o respeito de todos
Deixei as mazelas para trás, recordações dúbias
e amizades que apenas tinham esse nome
porque das muitas o seu significado era vazio
e era urgente deitar fora o lixo que me atrapalhava
Virei costas, tapei os ouvidos aos guinchos ruins
primeiro, houve muitas perguntas dos demais
em seguida seguiu-se o silêncio das dúvidas
dei tempo a uns e outros, aguardei pacificamente
Na volta de todas as andorinhas voltou apenas a verdade
a coisa mais importante e que persigo em minha vida
apenas desejo verdades, sinceridades e uma vida limpa
de todos os que não voltaram eu já esqueci o nome
Cheguei perto do rio e fiquei observando a sua oscilação
algumas gaivotas passavam para trás e para a frente
guinchando aqueles sons estridentes que me arrepiam
e contemplei as nuvens que faziam o tecto do rio
Nelas encontrei muitas respostas para aquilo que pensava
engoli em seco, ergui a face e caminhei em frente
naquele meu ritmo e passada endiabrados e determinados
fiz reset e sobreviveram alguns poucos dos que existiam
Leve, avancei pela vida, imparável com a melhor sensação que há para se viver :
feliz e bem acompanhada.
Chatices?!? - Nada a declarar!
Eureka, no dia em que decidiu por ordem nas amizades
19 de Outubro de 2015
"Me calar, jamais"
"Me calar, jamais..."
Quando vi que mansidão,com fraqueza é confundida.
E o portador da virtude,tem de tolerar prostrado.
Saí do meu silêncio e vim enfatizar que não temo
Esse Sistema frio, de despotismo infestado.
Ser vítima,não quero e não sou,em nenhum momento.
Faço da dor,meu próprio remédio,esse é meu exercício.
O tempo vai mostrar,aos desprovidos de sentimento.
Quem ignora a dor do outro,não merece sacrifício.
Entretanto,não vou dar palco,nem aplaudir jamais.
Quem se acha no direito,de manter o dedo em riste.
E nem discutir a nuance,da liberdade de expressão.
Com quem nem se dá conta,que somos todos IGUAIS.
Ando sem reconhecer as sutis e velhas estratégias
Dos que em lixos verbais,desvirtuam o que é arte.
A verdade não alardeia,e sem ruído se expressará.
O "lixo” ignoro,do meu repertório, não faz parte.
Declaro,que sancionei na minha vida um decreto.
Não me intimida quem vive nos becos,a bisbilhotar.
Porque “agir na sombra”, é o ato mais covarde...
E quem sente-se SUPERIOR,talvez deva se avaliar.
E como quem sopra, para aliviar a dor das marcas.
Quero “fazer a diferença”,transmiti-la pelo olhar
Não usar a poesia, para ferir quem quer que seja
E marcada,porém inteira,fico, porque AQUI é meu lugar!
Glória Salles
O poema
Independentemente dos significados, que em poesia pode ser o menos importante ou o menos interessante, o poema toma o leitor por alguém que se vê, inopinadamente, diante de verdades e cenários que se lhe escondiam e que ele, em sonhos, sempre soube que existiam.
não sou o que sou
Ando tão sozinho hoje quanto andava antes, pois a pessoa que segue em frente de verdade não sou eu.
No fundo, bem lá no fundo eu não sou toda essa força que rompe barreiras, que acumula superações e que vai eliminando os prováveis impossíveis.
Eu não sou esta torrente de água que inunda fraquezas, eu não sou!
Sou um lago calmo deslumbrado pelas coisas que não sou.
Eu sei muito bem o que não sou, também sei que se não fosse o que penso que não sou eu nada seria.
Enide Santos 21-12-16
Verdade que Desejo
Temos uma verdade que ronda os corações dos homens...
Temos uma esperança, que vez ou outra nos consome!
Quero uma verdade que admire a minha idade!
Não pelos anos que se passaram em minha face, mas que me acumularam de respeito e sabedoria, buscando hoje a justiça inteira, que saiba ser verdadeira.
Até tenho uma verdade que me preenche a vida pelo menos por alguns instantes.
Mas sonho com uma verdade que em uníssono com A VERDADE, passe a me guiar, orientar, me mostrar e me afagar.
A VERDADE é o Pai, o Criador, o Filho e o Espírito Santo.
Porque a verdade que preciso não vem do falso amigo, ou de um coração enganoso que arranha a minha moral, sem se importar com a solidão que me causa tanto mal.
Até a verdade do inimigo é válida quando ele se declara, quando deixa claro o seu desagrado em relação ao nosso ser, o nosso existir.
Mas o que eu quero de verdade é o mesmo que você deseja pra viver...
Um amor puro, que mexe e que respeite o que sou na essência, o que sou na minha casa e na minha existência.
A verdade que procuro é sem dúvida um amor puro, puro no espírito, na alma e que o coração não seja dividido.
Amor sem medida, que faça crescer a mente, faça bem pra saúde, e que meus olhos se alimentem, mas não do padrão existente.
Porque sem dúvida, o que preciso é da verdade de um amor pra sempre...
Pra sempre em meu espírito, no coração e na mente.
Antonio de J. Flores
Vivendo plenamente, e buscando a verdade sempre!
a imagem mais real de ti
(aconselho a ler ao som da musica da melodia do poema, em piano)
apaguei a luz do dia
para ter a certeza que não era noite
e que eu não dormia
(sonhos da noite são mentira)
então criei um sonho para ti
o mais puro e autêntico
sonhado à luz extinta
destruí todas as palavras
para poderes ser perfeita
enganei as ilusões
para não seres fantasia
a escuridão se disseminará
na noite que está para chegar
e eu tenho a certeza
que mais não vou sonhar
e pela manhã eu terei a leveza
da tua voz e do teu sangue
espalhados nas folhas verdes
que se dissiparam no vento
não há que enganar
amanha vou ouvir a tua voz no mar
onde gaivotas de vão beijar
vou ver o teu sangue no pólen das flores
onde abelhas te vão acariciar
eu saberei ao certo que és tu
porque tudo tem teu nome
gravado na força desta poesia
onde as palavras são esquecidas
para desaparecerem neste dia
não pode restar sombra de duvida
nem o mínimo rasto de mentira
nesta improvável confissão que senti
senta-te ao piano e toca
a melodia de mozart - greensleeves
agora sim tenho esta verdade:
és para mim a imagem mais real de ti
“Poema que redime” - Soneto
“Poema que redime” - Soneto
Tristeza e revolta se apossaram de mim
E a injúria por momentos fez efeito
Quando vi a maldade livre assim
Ceifando sem medida, o amor do peito
Mas meu escudo, não é sair dando troco
Aprendi que não ser rude, poupa ferida.
Da minha mágoa vou alem, dispenso o logro
É nos versos que desfio verdade e vida
Torpes palavras, já não travam meu verbo
Nem invioláveis dicionários de maldade
Vão tornar-me vilã, deturpando a verdade
Fiando poema, na transparência do meu verso
Entre pontos e vírgulas, meus gritos calei
Na rendição das palavras, o coração sosseguei...
Glória Salles
12 novembro 2008
18h02min