Ah, mas, não há criatura, mais bela e encantadora,
de que um bebé.
Seus olhos grandes, parecem-se com dois
mundos, numa curiosidade e alegria, sem igual.
E que engraçado e comovedor, bem pequenina e
sem dentes, nos parece sua boca, bem delineada,
sorrindo a tudo e a todos espontaneamente,
fazendo covinhas, nas bochechas arredondadas.
Narizinho esperto, pele macia e de cheirinho por
demais agradável, vemo-lo gatinhar com uma
vontade arrebatadora, levantando e caindo, a cada
tentativa, de se superar e aos imensos obstáculos.
Orelhitas bem pequeninas, cabelo lisinho, quase
loiro, protegendo ao máximo a fraca moleirinha,
apontando os seus deditos, numa linguagem, só
dele, sempre uma descoberta, para nos mostrar.
E, já tarde, na brincadeira, esticando seus bracinhos,
procura o colo da mãe e sua segurança. E assim,
alimentando-se do rico leitinho, satisfeito, por mais
um dia de novos descobrimentos, deixa-se adormecer.
Jorge Humberto
27/07/09