Vão-se me lentamente no aquário, os peixinhos,
Nas águas do mar de águas mais tristes!
Vão roxos! Marrons! Vermelhos como o vinho,
Que inebria o olhar que nunca viste!
E atravessam perigosos, entre os mortiços corais,
No cinzento aquário de vidros!
São eles que passam girando, tristonhos demais,
Em torvelinhos tão doloridos!
E olham súplices em olhares vidrados assim!
Queriam a liberdade novamente,
Mas vão encarcerados num fadário sem fim!
Em volteios vão nadando por entre as paredes!
Vão sopesando a vida, eternamente,
Vivendo do que foram sem nunca querer-te...
(tanatus – 20/12/08)