Sonhei que eu estava em um velho cemitério
Entre centenários ciprestes, numa noite escura
Mas primeiramente, passei por um necrotério
Onde havia uma sangrenta e estranha figura
Eu vi várias aves negras e sinistras que desciam
E revoavam naquela noite com tão pouca luz
E eis que de repente, sem saber de onde saíam
Apareceram meus ancestrais perto de uma cruz
Cada um passou a relatar com foi o seu tempo
Descrevendo minúcias das suas vidas, com intento
Que destas aventuras eu pudesse ficar sabendo
As mulheres relataram todos seus sofrimentos
Ocorridos por serviços brutos e maus momentos
Em que seus filhos nas guerras foram morrendo.
jmd/Maringá, 07.08.08
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