Ah, a chuva, essa eterna musa dos poetas,
Quando vem é melodia para os ouvidos,
É a seiva dos solos férteis e das colectas,
Dos silos cheios, perfumados e garantidos.
Trazem à tona os peixes nas enchentes,
Que os pescadores se apressam a recolher,
Enchendo barcos de redes permanentes,
Que eles souberam antes de tudo conter.
Como viçam as flores aos seus afagos,
Brotando aqui e acolá num festival de cores,
Mais se parecendo com os eternos favos,
Das searas reluzentes do milho e do trigo,
E a erva seduz com as suas multicores,
Que nos dão a beleza de um olhar perdido.
Jorge Humberto
25/02/07