Nunca fui um sonhador, mas sonhei ser jogador.
Na frente da minha casa ou na estrada empoeirada,
Por onde passavam mais animais que gente
E o carro que passava era o de boi,
Eu mostrava intimidade com a pelota.
Todo dia à tardinha,
Depois da escola e da labuta,
Com aquela energia que só as crianças têm,
Eu bailava com a bola até o sol ir embora.
Aos dez anos eu jogava com as crianças,
Aos doze, com os adultos;
Aos quinze...
Um raio eletrocutou o meu sonho.