Nada se destaca, não há admiração, apenas descaso, somos navegantes perdidos, em mares de solidão, entre ficar e partir, não há direção.
Na dança da vida, entre morrer e sobreviver, encontra-se o vazio na dor de não ser.
E assim seguimos...
Vivemos na sombra procurando a luz, cada passo é um desafio, uma cruz.
Quem te disser que isto é fácil mentiu! Quantas pedras no caminho que ninguém viu!
Diz-me: no tropeçar aprende-se a levantar e na tempestade a descoberta do nosso lugar? Diz-me!
Será que as estrelas estão lá para brilhar..?
Se eu fugir e for para onde o vento me levar, sem medo, sem erros, sem louros, sem nada! Irei para além do sol, irei para não regressar!
…..Aqui não houve um abraço conforto, um aconchego, um lar!
Entre luzes e trevas há um destino a cumprir, nos becos da existência, nas sombras da história, no escuro dos dias esconde-se a vontade de viver!
A vida, um baile de ilusões. Cumprindo a sina, sigo! ... Nem sempre há um farol que ilumine o caminho além da escuridão.
No fim da cena, não restam aplausos...
Em cada gesto, em cada passo, neste palco da vida, resta apenas o sussurro do eterno levando-me para onde só a alma pode voar!
É a nossa despedida!
Sei Lá
(Originais)