Poemas : 

V de Vulgar

 
Na minha língua, a tua língua 

No meu útero, o teu pau

Na minha carne - em ferida - está a maldita letra do teu nome: V (de vulgar).



Fiquei sem saber o que fazer com tudo isto.

Não me destes manuais, só algumas palavras rasas com as quais tive de encontrar-me. 



Não me ensinaram a não sentir. 

Quando fodo, fodo com o sangue, o suor, a saliva e a alma. 



Você, pelo visto, só fode com a carne. 



Há tantos meses que não te vejo, mas continuas aqui. 

E a pergunta que nasce junto a lágrima é: por que deixo-te permanecer?


 
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rebecarocha
 
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Enviado por Tópico
MÁRIO52
Publicado: 02/04/2025 16:53  Atualizado: 02/04/2025 16:53
Da casa!
Usuário desde: 24/02/2025
Localidade: PORTO-PORTUGAL
Mensagens: 205
 Re: V de Vulgar
Corrosivo, literal, e se papas na língua.
Gostei da forma como o poema aborda uma relação que não o foi na sua essência.

Parabéns pela frontalidade.

Abraço.

Mário Margaride

Enviado por Tópico
Beatrix
Publicado: 02/04/2025 22:27  Atualizado: 02/04/2025 22:27
Colaborador
Usuário desde: 23/05/2024
Localidade:
Mensagens: 538
 Re: V de Vulgar / rebecarocha
.

Olá.

Parabéns! De facto, a poesia é o que nós quisermos, inclusive usando calão e frontalidade crua (cruel?).

E uma pergunta nasce junto à lágrima.

V de Valente!


Ab
Beatrix