Essa despedida sem sentido
É como um vento que sopra sem direção,
Uma carta escrita sem destinatário,
Uma vela acesa sob o sol do meio-dia.
É um adeus que ecoa no vazio,
Um nó que se desata
Sem nunca ter sido atado,
Um trem que parte sem jamais ter chegado.
Talvez seja apenas o tempo
Brincando de ilusão,
Ou a vida
Tentando nos ensinar que algumas partidas
Não têm explicação — apenas silêncio.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense