Palavras desconexas
Em um pedaço de papel qualquer,
Trânsito parado, que pressa,
Rádio ligado, mercadores da fé.
Palavras a esmo em papel avulso
Não vêem que ainda pulsa o pulso,
Homens matam e se matam por nada,
A humanidade por si própria condenada.
Igrejas, casas de orações, casamatas,
A ferocidade travestida faz seu trottoir,
Se conseguir sobreviver verá
Que essa tal felicidade desejada
Precisa ser protegida a mão amada
Para que haja amor pra recomeçar.
feradapoesia