Ao som deste piano,
Dedilhado por esses,
Dedos frágeis e quebradiços,
Que se arrastam sobre essas teclas
Também já elas carcomidas pelo tempo
E o tempo que não espera pelo final da melodia
Como se o nevoeiro
Já lhe tivesse entrado na alma
Para lhe roubar sem piedade
Os sonhos e memórias que ainda lhe restam.
Até parece que… não há fuga possível
Mas eu hábil,
Como sempre fui,
Em esconder os meus sentimentos
Fugir-lhes-ei mesmo sob o seu nariz
Comas nuvens sabidas
Por entre os dedos
Já meios mortificados pelo tempo
Que não pára
Para esperar pelo sol ou a lua
Que se afunda no horizonte.
Meu amor,
Se eu pudesse ter a certeza,
De que tudo é apenas mais um sonho.
Mais um sonho partilhado,
Mais um sonho quebrado,
Mais um sonho fabricado,
Por quem os sonhos,
Não deveriam existir.
Mas enquanto o amor existir,
Podes ter a certeza,
Que irei sempre sonhar,
Até que a luz se apague dos meus olhos,
E os feche…
Para sempre.
Diogo Cosmo∞
Continuarei resiliente, enquanto tiver forças irei continuar a publicar para que nada se perca