Sim,
É um novo dia
Mas com a nostalgia
De todos os outros.
Não há como evitar
Para onde quer que eu vá
Pintado de branco ou de preto
Ou de qualquer outra cor
Ela não se deixa enganar
Está sempre de atalaia.
Mal acordo,
E abro os meus olhos,
Cá está ela,
Mais uma vez,
Sentada a meu lado,
Sobre o meu leito,
Ainda quente,
Pacientemente,
À minha espera.
Que posso eu fazer,
Não há como resistir,
A este charme,
Toda ela bem engalanada,
Perfumada,
Motivo de inveja.
E então saio para a rua
E lá vamos nós,
Calçada abaixo,
Calçada acima
De braço dado.
É aqui que,
Por momentos,
Me consigo esconder,
Da minha melancolia.
Diogo Cosmo ∞
Continuarei resiliente, enquanto tiver forças irei continuar a publicar para que nada se perca