Poemas : 

Para Ledalge (87ª Poesia de um Canalha)

 
O verbo despiu-se silencioso
Os sedosos seios acariciados
Mais belos que nunca, puros
Arrepiados em olhar de gozo
Dois nus e doces, abraçados
Eram assim os dias púrpuros

A delicadeza com que voavas
Num abanar de asas inocente
Ziguezagueante como o olhar
A escrita poesia que cantavas
Que rimava com grito quente
A gente breve e onda de mar

O silêncio vestiu-se de verbo
E a vontade de crer e crescer
Tomada de assalto pela idade
Que nos deixa o corpo acerbo
A fome ainda criança de viver
Nessas mãos divas a vaidade


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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