Sei bem o que me espera além do horizonte: um movimento sem asas,uma vela escorrendo, um candelabro aceso, a poeira das palavras...
E seguirei retilínea, as linhas deste diário, que escrevo nas noites e dias...tirando a poeira da sala vazia.
Comungo a hóstia do mundo, e sorvo o mel das palavras.
Numa cadeira fria, de assento cor de jade, assento meu corpo e minha arte.
Choro muitas vezes quando escrevo. Sabe, até já me chamaram de louca?
Não me importo mais com os rótulos, falo sim, a sina do mundo: sem lenço, sem documento.
Esse é o preço de ser poeta, e dos mais constantes.
Sou amante das letras, confesso! Pago penitência se for preciso. Isso é questão de foro íntimo. Não que eu precise dizer o que faço: mas eu digo; faço amor com meu infinito!
"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende." (Guimarães Rosa)