Bebo um gole, de café, acendo um cigarro;
Ouço, ao longe, o que me parecem, vozes,
De gente; está frio e alguém tosse, catarro,
Porque, do cigarro, não moderou as doses.
De repente, como vindo do nada, um carro
Ali aporta; baixa as luzes presas a algozes;
Uma figura sai à rua e grita: ai, se o agarro!
Inda que, ao longe, vê-se, que tem posses.
Mis mãos gelam, no contacto com a janela;
Mas a curiosidade é maior e deixo-me ficar;
Quem sabe, no fim, o que ela, aí me revela.
Ouço um disparo, alguém cai, das sombras;
E, agora, que faço, no quarto, a questionar…
Arrufos de bandidos, matando alvas pombas.
Jorge Humberto
19/01/08