
Nada havia,
além daquela sombra
projetada do prédio
em ruínas
Nada havia,
além daquele silêncio
sem o eco do deserto,
algo fúnebre
Nada havia,
além daquele andarilho
que apeava o cavalo,
cansado e com sede.
Nada havia,
além daquela bomba
de gasolina perdida
do posto Texaco
Nada havia,
além da velha taberna
no "saloon", só um cavaleiro
de bota, espora, sem bala
Nada havia,
além de uma capela
no final da praça,
nem o sino badala.
Nada havia,
além do chamado de Deus
o peregrino fez o sinal da cruz,
e encontrou seu momento de paz.

AjAraujo, o poeta humanista, escrito em 10-Fev-14.