o céu pipocava todas as luzes
e era meu peito que incendiava
e eram dos meus olhos que fugiam
todas as cores - acreditei,
e por que acreditei,
nada era insípido -
e era para outro céu que corriam
e era em outro peito que
explodiam e em outras águas
caiam respingando n\'outros
lábios, que sorriram
no meu sonho esfuziante.
um marco para a despedida,
desculpando todas as distâncias
regadas de silencio
ergui um brinde ao adeus
e à Beira Rio, deixei a reverência
de uma noite em festa
e a conformação
diante da orquestra das águas -
uma valsa de alma lavada.
Aquela mania de escrever qualquer coisa que escorrega do pensamento.
