Salpicos de vento perfumado
nas cores que me pulsam da emoção
a beijar a madrugada em orvalhos de silêncio
ânsias de utopia onde o olhar dança
deitado em sedas rubras
o aconchego dos sonhos vestidos de luar!
Numa palete de ternura que se mistura
onde as palavras se tocam e nascem momentos
ilusões nos beirais da insónia
com a alma aberta ao luar das palavras
como um fogo a latejar em nuances...
Os sentidos da hora
sonhos inacabados que são impulsos
que o espirito sente
o sabor a transbordar a loucura!
Escorrem sabores vivos
toques que bailam no âmago
luz em reflexos nus onde a aurora desperta
em busca do sol nas formas da chuva
que se queda na rua dos silêncios...
Ana Coelho
Os meus sonhos nunca dormem, sossegam somente por vagas horas quando as nuvens se encostam ao vento.
Os meus pensamentos são acasos que me chegam em relâmpagos, caem no papel em obediência à mente...