amor
olhos vendados
mãos atadas
pés descaços
coração enclausurado
um poema
no papel amarelecido
vidas que as mãos traçaram
os pés pisaram
ilusão falou alto
peças soltas
pedaços de vida
papel desfeito no asfalto
ana silvestre
recordo
os momentos
que me eternizaste.
o aroma a jasmim
o olhar
que me transportava
na doce humidade,
subtil leveza das nuvens
o sabor
a sonho nos teus lábios
o amor que tuas mãos
já não sustentam
encerraste as palavras
o sol fechou sua luz
em desamor..
varrendo sombras
em vales plantados de nadas.
ana silvestre