
Vem,
Mostra-me esses punhos cerrados
Que transpiram a fúria do teu ser.
Vem,
Com esse olhar alucinado,
Que espelham a tua insanidade,
E tenta menosprezar-me.
Vem,
Com a enxurrada de palavras ofensivas
Que a tua boca dispara sem me tombar.
Vem,
Com essa agressividade
Em que me agarras e me manchas de roxo.
Vem…
Mas vem sem medo como sempre vens
Como Senhor da razão
Dono de mim.
Vem, estou à tua espera!
Com um sorriso no canto dos lábios,
Olhos esperançosos,
Numa agitação eufórica,
Segurando nas mãos o fim da tua vida
É só premir o gatilho.
Vem!