Dulcemar;amada minha,
viajei numa aventura marinha,
numa solitária nau...
Por todos os sete mares
não encontrei quem ouvisse meus pesares...
Na boca um gosto de sal...
Andei por estradas vastas;
as solas dos pés tão gastas;
nas pernas,grossas varizes...
Só encontrei solo infértil;
ninguém que quisesse em solo fértil,
comigo fincar raízes...
Alcei um voo audacioso...
Sempre com meu coração esperançoso
eu viajei à procura
de alguém que me fizesse completo;
me desse um pouco de afeto;
lá na mais longínqua altura...
Como alguém assim,procurar calor;se atreve?...
O sangue mais frio do que a neve...
Chorar os seus pesares a quem?...
Viver,não me vale à pena;
quem de mim,nesta vida há de ter pena?...
Ai de mim;não sou ninguém...
Porém,para meu grande deleite;
o oceano atravessando;encontrei-te
nesta terra de muita madeira cor de brasa...
Nesta terra da Santa Cruz do Redentor,
fizemos o nosso ninho de amor;
a nossa bendita casa!...
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