Eis-me ao centro.Finalmente.
O avanço era inevitável.
Casa branca à direita,
Casa preta à esquerda.
Enteso-me todo e engulo o medo do por vir.
Sei que por aqui nada passará e que morrerei ao tentar.
Depois de mim, não sei.
Confio nas capacidades operativas da Rainha.
Gosto de pensar que toda aquela exímia mobilidade é manipulada por um cérebro inteligente.
Senão, seria uma desgraça.
Tanto poder sem uma cabeça forte para o usar pode provocar danos irreparáveis nas linhas defensivas.
Num ápice, algum maléfico bispo, acocorado no alto de uma torre, dispara a besta e atinge-nos o Rei.
E o Rei, como sabemos, é um tanto ou quanto inoperante. Limita-se a existir, no fundo.
Encarna em si o derradeiro poder.
O de ganhar ou de perder.
Incipit...