é claro que isso deve ter um nome,
uma data para vencer assim como
as coisas tolas e inúteis que guardo
nas gavetas, nos cadernos, nos livros
com as capas rasgadas.
eu posso conviver com as palavras
sem sentido, os vestidos que não
mais uso, o desmerecimento,
e a limitação assustadora do tempo
e das palavras que já nem sabes
mais dizer.
é claro que vítima não há:
melhor essa morfina nas veias,
esse entorpecimento adorável
apagando o fogo, botando
a chuva para dormir
quando lambes a bota.
de olhos fechados,
tuas tolices são apenas
tolices e inexatidão,
apenas um teatro de sombras.
na escuridão,
vejo.
chiara
ainda não aprendi como assinar... as letras ainda me assustam...
