Minha feminilidade se veste de submissão
Na palidez da cor rosada de minha* lingerie
Na imposição das regras já estabelecidas
Os desígnios que as curvas de meu corpo insinuam
Minha feminilidade se veste de cumplicidade
Na lágrima que segrega da cor vermelha de minha* lingerie
No uso do meu corpo em erotismo em doação ao alheio agrado.
A quem dou o desfrute e pleno poder de hostiliza-lo
[Tendo como o aval, o sexismo cultural].
Minha feminilidade se veste de luto
Na preta sensualidade da cor fetiche de minha lingerie.
Quando dela faço uso da involução de meus direitos
Na subalternidade que me nega à justa igualdade de gêneros.
Lufague
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Das palavras, as mais simples. Das simples, a menor.” Winston Churchill