parece impossível,dizia-me.tu não existes.e havia genuíno espanto naquela voz.
fiquei para ali feito espantalho,espantado com o espanto do espanto dele e ainda um outro espanto que não vos posso revelar por não vos querer espantar ainda mais.e com isso levar com a espantosa vergonha de sentir que não correspondo a nada do que espantosamente esperam.
é que isto de andar a esconder espantos,ou de os revelar,tem que se lhe diga...um dia,quando morrer,tudo será espantosamente calado e absolutamente normal. para quem for, ou não, ao funeral haverá algumas lágrimas,porém.faz parte.o que é verdadeiramente espantoso.
cruz mendes