Abro as mãos
vazias de mim,
vazias de ti,
mãos frias por fim.
Sem o calor
de todo teu corpo,
ficam vermelhas, da dor,
que é andar, vendo voar outro.
Vejo-te andar
num passo teu, meigo,
doce e de poeta,
cada beijo teu, é ar em meu peito.
Em tão poucas palavras,
perco-me aqui,
resumindo todas estas quadras,
Gosto de ti.