Não quero crer em ausências Quero juventude sem paciência Colada em ti como chicletes Jeans rasgado, tênis desbotado Black Sabbath e seus verbetes Lua em greve por um sol apagado Quero o mundo do avesso O apreço de um poema rabiscado Na linha do trem expresso Que me leva a teus braços Eternizando os laços Dos versos que premeditei Olhando para teus olhos e não sei Qual a cor do cavalo de Napoleão O hoje reservou-me uma razão Amanhã pode ser contestação Posso dizer não por capricho Mulher às vezes é um bicho Carrapicho que gruda Desnuda-se E te diz até breve... Mas antes dá um beijo para que a leve Em sabor de fruta proibida Em cheiro de rosa e na malícia Não vive sem ti, jura nas primícias Chora lágrimas de alegria e na fantasia Desperta e amadurece para outro dia Ai de ti que não vem Já partiu o trem...
"A vida de um poeta é como uma flauta na qual Deus entoa sempre melodias novas." (Rabindranath Tagore)